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15 Set 2012
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entrevista antonio fernandesO GM António Fernandes é um atleta que sempre se dedicou bastante a esta modalidade: joga há 42 anos e esta é a 16ª Olimpíada em que participa. Ao longo deste tempo, conseguiu atingir o título de Grande Mestre e conquistou uma medalha de bronze do 2º tabuleiro na Olimpíada de 1992, em Manila nas Filipinas. Para além de jogador, também lecionou xadrez na escola e evidenciou-se como treinador de alguns jogadores, os quais venceram por diversas vezes os campeonatos nacionais dos seus escalões. Também no papel de organizador à que destacar um dos torneios mais importantes do nosso país, pois tem colaborado na organização do torneio da Pampilhosa da Serra, na sua terra natal. É neste momento o número 6 a nível nacional, apresentando um elo de 2395 e em Portugal joga atualmente pelo clube Grupo Desportivo Diana de Évora.

 

Pergunta 1: Há quanto tempo jogas e quem te ensinou?
António Fernandes: Jogo xadrez desde os 7 anos de idade e foi o meu pai (que atualmente ainda pratica a modalidade) que me ensinou: na altura lembro-me perfeitamente de fazer uma pequena "birra" para ele me ensinar, estávamos na província e ele estava a ver umas partidas de xadrez de uma revista, com os meus irmãos assistindo, Alberto e João, nessa altura senti então uma necessidade enorme de aprender a jogar. Quando eu e os meus irmãos jogamos o nosso primeiro torneio, fiquei em 1º lugar empatado com o meu irmão mais velho, mas com melhor desempate, o meu irmão do meio ficou em 3º. Obviamente que este resultado me deu uma grande motivação para continuar..., até hoje – já lá vão 42 anos.

Pergunta 2: Em quantas Olimpíadas já participaste? Qual foi a melhor?
António Fernandes: Esta é a minha 16ª Olimpíada. A nível de organização, a que gostei mais foi claramente a do Dubai realizada em 1986, nos Emiratos Árabes Unidos. Muito dificilmente se realizará alguma outra tão boa como essa. A nível desportivo, tenho de destacar, a de Manila nas Filipinas em 1992, aquela em que consegui a medalha de bronze do segundo tabuleiro, foi uma grande conquista para mim e para Portugal, simultaneamente conquistei também uma norma de Grande Mestre. Relativamente a esta de Istanbul, a nível individual é uma das minhas piores olimpíadas, mas paciência a próxima será certamente melhor. A organização é que ficou um pouco aquém, do que esperava, pois nem sequer um circuito turístico, como é usual para divulgação da própria cidade foi oferecido e neste caso, Istanbul que é uma cidade bastante interessante.

Pergunta 3: Quais é que achas que são as vantagens para os teus filhos também praticarem a modalidade?
António Fernandes: Tenho dois filhos, um com 9 anos e outro com 16 e ambos jogam xadrez. Apesar de não ter forçado para que isso aconteça, o fato de eu jogar também os puxou para esta modalidade. Obviamente que a prática do xadrez tem diversos benefícios, entre outros podemos identificar alguns, tais como: melhoria da concentração, do cálculo, raciocínio e lógica. Sem dúvida que é uma excelente modalidade e que traz grandes vantagens, no percurso do jovem que a pratique, a nível académico. Sem dúvida que é uma mais-valia para eles e fico satisfeito que também joguem xadrez.

Pergunta 4: Qual é o caminho que o Xadrez deve seguir para melhorar em Portugal?
António Fernandes: Penso que existem muitas questões a melhorar, entre as quais posso destacar algumas:
- a federação precisa de uma figura de Relações Públicas, de modo a divulgar a imagem da modalidade, conseguir vender a sua imagem é importantíssimo para podermos obter mais patrocínios e por conseguinte um aumento de provas e do número de praticantes;
- é importante divulgar o xadrez pelas escolas;
- uma grande divulgação e uma boa dinamização, por forma a dar a conhecer as vantagens da prática desta modalidade, atraindo e motivando o desconhecido;
- não se pode esquecer o topo da pirâmide, os melhores jogadores também não têm tido o melhor apoio, tendo sido muito esquecidos;
- devem ser estabelecidos mínimos para a participação dos jovens atletas em provas internacionais, em representação do país. Na grande maioria das situações, verifica-se que seria muito mais produtivo para o atleta em causa, ter como alternativa a participação em uma outra prova com acompanhamento de um técnico, antes, durante e depois da mesma, beneficiando de uma formação adequada. A participação numa prova que requer um determinado nível de exigência, ao qual o xadrezista não capacidade para corresponder, pode ter um retorno bastante negativo e penalizante para o próprio, pois os resultados obtidos, muitas vezes, são a justificação para uma possível desmotivação, desinteresse e abandono da modalidade.

Pergunta 5: Quais os teus objetivos a médio/longo prazo neste desporto?
António Fernandes: Neste momento, o meu principal objetivo passa por melhorar significativamente o elo, o qual neste momento está bastante aquém do pretendido. Para conseguir isso, preciso de alguma disponibilidade na minha vida, a vários níveis, por forma a poder dedicar-me um pouco mais a esta modalidade. Mas, tenho a certeza que irei conseguir alcançar esse objetivo a breve prazo.

 

 

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