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08 Set 2012
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entrevista jose padeiroO FM José Padeiro, tal como Jorge Ferreira, é um estreante nesta prova das Olimpíadas. É um jogador que nas últimas épocas desportivas tem dado provas do seu valor: em 2011 alcançou o título de Mestre FIDE, foi a match com o IM Paulo Dias pois ficaram ambos empatados com os mesmos pontos pelo primeiro lugar do Campeonato Nacional Absoluto Individual (tendo acabado por perder) e agora no ano de 2012 conseguiu conquistas o 1º lugar no Torneio de Mestres, prova organizada pela FPX. O José Padeiro é também treinador de jovens craques na modalidade, dedicando ainda uma grande parte do seu tempo a esta atividade. Já foi como treinador da FPX acompanhar jovens a várias provas internacionais. Apresenta um elo de 2354 e em Portugal joga pelo clube GDDF Dias Ferreira, em Matosinhos.



Pergunta 1: O que achaste desta tua primeira experiência em ambiente de Olimpíada?
José Padeiro: Penso que participar numa olimpíada deve ser o sonho de qualquer jogador de xadrez, principalmente daqueles que como eu, nunca chegarão ao topo mundial. Equivale um pouco aos Jogos Olímpicos. Contudo, mentiria se não estivesse um pouco desapontado com esta minha 1ª experiência. Sempre imaginei este torneio com um ambiente diferente e não é o que tem acontecido. Talvez o facto de ser numa cidade grande, onde as delegações estão todas separadas por vários quilómetros possa explicar um pouco este menor ambiente " olímpico". Da próxima vez que participar, pode ser que este facto melhore.

Pergunta 2: Como começaste a jogar e há quanto tempo jogas?
José Padeiro: Aprendi em casa a mexer as peças com o meu irmão e desde aí achei sempre o jogo fascinante. Contudo, só me federei muito mais tarde quando já era sub-14. Desde então, tenho sempre jogado xadrez até agora, ou seja há cerca de 15 anos.

Pergunta 3: O que te motiva para ser profissional de xadrez? Achas que é uma atividade valorizada em Portugal?
José Padeiro: Não me considero um profissional de xadrez, nem pouco mais ou menos. A maior parte do tempo até me esqueço que jogo xadrez, tão poucos torneios existem no nosso país. Infelizmente é uma atividade pouco valorizada em Portugal, pelos agentes externos e inclusivamente pelos agentes internos. A maior parte dos dirigentes está normalmente a prazo na modalidade, por interesses pessoais próprios e completamente impreparados para as vicissitudes da modalidade. Os melhores jogadores acabam por não acompanhar as necessidades de divulgação que o xadrez necessita para crescer e instalou-se completamente um ciclo vicioso, onde normalmente é mais importante um título distrital feminino de sub-10 que uma representação portuguesa ao mais alto nível. Em relação aos agentes externos nem vale a pena comentar. Quantos jornais estarão a divulgar esta representação? Tudo isto me entristece um pouco, porque o xadrez em si e as suas 64 casas, mereciam um pouco mais de respeito de toda a gente.

Pergunta 4: Quais são as capacidades mais relevantes que achas que um treinador deve possuir para conseguir motivar os atletas jovens para esta modalidade?
José Padeiro: Depende um pouco das idades que se fala. Penso que se forem muito novos, entre os 8 e 11 anos, é necessário mais uma componente educativa e pedagógica que se calhar a maior parte dos treinadores, não está preparado para tal. A partir dum certo nível, acho que incutir o sentido de vitória, mas sem nunca alienarmos valores importantes possa ser o mais importante. Mas claro que cada indivíduo e jovem, é único e o mais importante é tentarmos sempre adaptarmo-nos às suas necessidades e não o contrário. É um pouco como numa posição de xadrez: nós é que nos devemos adaptar à posição, e não o contrário.

Pergunta 5: Quais são os teus planos a médio/longo prazo no xadrez?
José Padeiro: Não faço muitos planos quer no xadrez, quer na vida. Se me dissessem há 2 anos atrás que viria a esta Olimpíada eu não acreditaria. Portanto, tudo é possível, desde que acreditemos e trabalhemos para isso. Sonhar ainda é de graça. Claro que tenho algumas ideias, mas depende um pouco, de algumas condicionantes. Penso que não é suportável estudar regularmente xadrez para depois jogar 3, 4 torneios por ano. De qualquer das maneiras gostava de chegar a GM e representar regularmente Portugal, mas mais importante para mim seria se o xadrez passasse a ser uma modalidade mediática. Para terminar gostava de dar os parabéns a este tipo de iniciativas, que são muitos importantes e vão contribuir certamente para o crescimento da modalidade no nosso país.

 

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