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08 Set 2012
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entrevista jorge ferreiraO Jorge Ferreira é o jogador mais novo da equipa absoluta Portuguesa nas Olimpíadas: tem apenas 18 anos e é Mestre FIDE, apresentando um elo de 2338. Este ano foi Campeão Nacional do escalão Sub-18, tendo já conquistado muitos títulos ao longo da sua carreira xadrezística. Este jovem estreante na prova tem evoluído bastante ao longo dos anos, principalmente a nível do elo, sendo que quando era mais novo teve o seu boom a este nível: aos 13 anos já tinha 2000 de elo, o que é muito acima da média dos jovens, aos 14 anos evoluiu de 2000 para 2150 e aos 15 anos conseguiu o título de Mestre FIDE, chegando a um elo de 2300. Em Portugal, joga pelo clube GD Dias Ferreira, em Matosinhos.



Pergunta 1: Como é que está a ser esta tua primeira experiência nas Olimpíadas?
Jorge Ferreira: Em termos de xadrez, até estava a correr bastante bem, e só hoje é que perdi o primeiro jogo na Olimpíada. Acho que estou a jogar bem, a praticar bom xadrez, o que nem sempre se traduz em bons resultados. Estava a lutar para conseguir uma norma de MI, mas com esta derrota torna-se mais complicado consegui-la. Relativamente ao resto, o que mais me motiva é poder ver os jogadores de topo, principalmente o Kramnik (tabuleiro nº1 da equipa Russa) por ser o que eu admiro mais.

Pergunta 2: Alguma vez ponderaste ser profissional de Xadrez? Achas que isso é viável em Portugal?
Jorge Ferreira: Acho que não é viável ser jogador profissional em Portugal, devido ao facto de não existir uma estrutura competitiva que permita que um atleta seja apenas jogador. O que acontece é que a maior parte dos profissionais de xadrez conseguem-se sustentar principalmente por serem também treinadores, o que não me agrada. Este é o motivo pelo qual não pondero seriamente ser jogador profissional, e este ano vou entrar para a Universidade para o curso de Física, mas pretendo continuar a praticar a modalidade.

Pergunta 3: Começaste a jogar com que idade? Quem te ensinou?
Jorge Ferreira: Aprendi sozinho a mexer as peças, num jogo que eu tinha da playstation de xadrez. Depois comecei a jogar com o meu vizinho, e já me interessava bastante pelo jogo. Um dia, a WFM Ariana Pintor foi à minha escola dar uma simultânea, e quem perdesse o jogo mais devagar ganhava uma medalha. Na altura, estava eu e outro colega quase a apanhar mate mas fui eu que perdi por último, ganhando assim a medalha, o que ainda me despertou mais a confiança para começar a praticar a modalidade. Procurei depois um clube, tendo começado a jogar pelo GD Dias Ferreira, clube que sempre representei até agora.

Pergunta 4: O que te motivou a evoluir de uma forma exponencial no xadrez?
Jorge Ferreira: Essa é uma pergunta difícil de responder. Eu levo a modalidade bastante a sério, e o facto de ganhar muitas partidas e ter começado a evoluir rapidamente ainda me deu motivação para continuar assim. Costumo estudar bastante xadrez nos meus tempos livres, o que mais cedo ou mais tarde se reflete na minha evolução.

Pergunta 5: Quais são os teus planos a médio/longo prazo no xadrez?
Jorge Ferreira: Os meus objetivos são chegar a Grande Mestre (GM) e eventualmente ser Campeão Nacional Absoluto de Portugal. Tenho noção que vou entrar numa fase agora complicada em termos de disponibilidade, que é a Universidade, mas vou continuar a dispensar tempo para a modalidade, a jogar torneios e a estudar xadrez.

 

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