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03 Mai 2014
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O Miguel Silva, atualmente uma das peças chave do projeto do Sporting CP, com 21 anos é um dos mais entusiastas xadrezistas da nova vaga. Ele vai a jogo em todos os ritmos tendo acumulado mais de 110 partidas para Elo FIDE no último ano; é um dos ativos importantes a nível de formação do seu clube; é um dos jovens árbitros com mais qualidade e com um projeto de crescimento seguro; e por fim é um dos jogadore que continua em constante crescimento perseguindo o objetivo de chegar a Mestre Nacional. Vamos conhecê-lo melhor.



1. Como começaste a jogar xadrez? Como te iniciaste na modalidade federada?
R: Com a mudança de escola para o Barreiro, pelo Plano de Desenvolvimento de Xadrez do Barreiro tive o primeiro contacto com a modalidade no 4º ano de escolaridade onde aprendi as regras básicas do jogo e o movimento das peças, mas para ser honesto não me cativou de imediato.

Aos 11 anos, quando ia buscar o meu irmão ao ATL deparava-me com dezenas de crianças, mais novas e da minha idade, maravilhadas com um jogo que eu tinha rejeitado. Consequentemente, o meu irmão aprendeu a jogar nesse ATL/Clube e no tempo de espera até ele se vir embora eu ficava a assistir a uma coisa que pensava ser impossível, um rapaz de quatro anos a jogar Xadrez.

Um dia, o professor e dono da Brincolândia – famosa peste amarela - (meu 1º clube) convidou-me para jogar e ensinou-me o xeque-mate escadinhas... A partir daí, todas as quartas-feiras apareci para ter aulas de Xadrez!

Com 2 meses de aprendizagem, fui ao Campeonato Nacional de Jovens Sub-12 - Clássicas de Aveiro (2003) – meu primeiro torneio federado - onde compreendi verdadeiramente o que prende as pessoas ao Xadrez e isso ajudou-me a nunca mais largar este jogo que hoje em dia ocupa a maior parte do tempo da minha vida.

 

2. O que pensas da realidade do xadrez hoje em dia?
R: O Xadrez sempre foi um jogo muito estereotipado pela nossa sociedade e rejeitado por quem nunca deu nenhuma abertura para o conhecer. Eu próprio tinha essa imagem quando me foi apresentado mas depois de viver o ambiente, de fazer inúmeras amizades como também visitar o nosso país de Norte a Sul e até mesmo o estrangeiro, só posso dizer às outras pessoas para o experimentarem que não se vão arrepender. Por outro lado, também é dos jogos que mais pessoas devem conhecer e saber jogar.

Como espectador, a nível competitivo o Xadrez vive sem dúvida o seu melhor momento. Com as novas tecnologias, temos acesso à visualização das partidas e vídeo ao segundo dos grandes torneios no estrangeiro bem como a Federação Portuguesa de Xadrez passou a ter um papel mais activo na transmissão dos melhores torneios que se realizam em Portugal.

Por outro lado, como praticante tenho a plena noção que com a crise do país o Xadrez foi mais um dos sectores afectados. Acabaram vários torneios com tradição, existem menos condições para os mestres (GM, MI e MF) jogarem no estrangeiro e também os prémios têm vindo a baixar (nível internacional).
A nível de formação, penso que há bons trabalhos a serem desenvolvidos por todo o país mas onde noto uma grande dificuldade: passar de um Xadrez lúdico para a competição! Sendo o Xadrez um jogo que requer estudo e muito tempo "pessoal", as pessoas afastam-se pois não recebem resultados a curto/médio prazo visto que dificilmente terão um grande resultado na sua primeira abordagem competitiva.

Veremos se com a vinda de um dos melhores jogadores da história (Garry Kasparov) a Portugal, e a sua eleição para presidente da Federação Internacional de Xadrez – FIDE - conseguimo-nos expandir por mais locais e aumentar desta forma o número de participantes e filiados.

 

3. Qual foi o torneio que mais gostaste de participar? Qual foi o melhor resultado que conseguiste na tua carreira xadrezística?
R: Nos meus tempos de sub, sem dúvida o Campeonato Nacional de Jovens em Portimão pelo pacote completo. Como sénior, a minha primeira experiência no estrangeiro ao nível de clássicas (Navalmoral de la Mata 2011) proporcionada pelo meu amigo e companheiro de equipa José Ribeiro marcou-me imenso e disputar o Campeonato Nacional de Equipas da 1ª Divisão (2013) ao lado de bons amigos e por uma equipa que nunca pensei ser possível vir a formar-se, pois quando comecei a seguir atentamente o Xadrez, o Grupo Desportivo Diana de Évora era campeão nacional.

A nível de equipas, o Campeonato Nacional de Rápidas em Figueiró dos Vinhos, onde me sagrei campeão nacional pelo Grupo Desportivo Diana (2011/2012) ao lado do GM Ibragim Khamrakulov, GM António Fernandes, MF António Pereira dos Santos e Javier Gómez Gómez – capitão José Ribeiro, bem como a subida à 1ª Divisão com a mesma equipa no mesmo ano, juntando o MI Luís Santos. A vitória no Memorial José Vareda no ano passado pelo Grupo Desportivo Diana (Paulo Dias, António Pereira dos Santos e António Vasques) também guardo com bastante orgulho devido ao historial da prova. Em Espanha, a edição passada do Campeonato da Estremadura por Equipas representando o Albatros – Peón Aislado, prova que me correu bastante bem e onde joguei a minha melhor partida até ao momento. (http://casadoxadrez.blogspot.pt/2013/04/campeonato-da-extremadura-miguel-silva.html)

A nível individual, o Torneio de Honra (2012/2013) realizado em Sintra que venci isolado pelo seu historial – uma palavra de agradecimento ao Paulo Dias e José Ribeiro que me ajudaram bastante nesta conquista - e os títulos nacionais de jovens.

 

4. Quais são os seus hobbys para além do xadrez?
R: Gosto bastante de ouvir música e de escrever e aprecio bastante os meus momentos a sós para reflectir. Sigo atentamente o Desporto no geral (Snooker, Ténis, Ciclismo, Futebol e Futsal) e não troco por nada o tempo em família e com os meus amigos. Jogo bastante Playstation e passo horas a fio em frente ao Computador.

Para ser honesto, não há um dia que eu passe sem ver uma partida de Xadrez ou sem jogar uma rápida na internet! Hábitos (...)

 

5. Continuas muito ativo nas provas nacionais. Quais são os seus planos a médio/longo prazo no xadrez? Quais os principais objetivos para a época 2013/2014?
R: Sinceramente gostava de estar mais activo neste momento, em comparação com 2013, mas por várias razões tem sido completamente impossível participar em alguns torneios.

Nunca tracei muitos planos no Xadrez mas neste momento, assumindo um rating de 2146, vou trabalhar para chegar à barreira dos 2200 e ser Mestre Nacional! Como objectivo, quero ajudar o Sporting Clube de Portugal a subir à 2ª Divisão e vencer o título da 3ª Divisão que me escapou em 2008 com o GDRC do Bonfim e porque não tentar defender a vitória no Torneio de Honra e ser a primeira pessoa a fazer a dobradinha?

 

6. O xadrez é uma modalidade em que se assume várias funções. Em qual te vês mais ativo: jogador, treinador, dirigente?
R: Nos últimos meses, tenho estado mais activo como treinador. Tenho um papel importante na formação do Sporting CP com jovens de qualidade com os quais me tem dado muito prazer trabalhar e tentamos evoluir juntamente para alcançar os melhores resultados quer para o clube quer para todos. No Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro também assumo o papel de treinador, logo todas as semanas (4 dias por semana) tenho de dar aulas!

Particularmente e desde cedo, sempre vivi muito os resultados do meu irmão e tento ajudá-lo no que posso na sua evolução, dado que foi ele que trouxe o bichinho do jogo.

Como jogador, este ano tenho só participado em provas por equipas mas irei mudar esse cenário com a participação em La Roda de 16 a 20 de Abril de 2014!

Por último, como dirigente nunca tive nenhum papel oficial em nenhum lado por onde passei mas sempre me demonstrei bastante disponível para ajudar nas burocracias.

Concluindo, queria agradecer à Federação Portuguesa de Xadrez esta oportunidade para exprimir a minha opinião.

Queria também deixar uma palavra de agradecimento ao Paulo Barreto (meu 1º professor de Xadrez na Brincolândia onde alcancei os meus primeiros títulos distritais e nacionais); ao Marcos Gomes e toda a minha restante equipa do GDRC Bonfim; ao Harry Martins e ao Hélder Figueiredo do Clube de Xadrez da Moita pela maravilhosa experiência que me fez crescer bastante; ao José Ribeiro por me ter convidado para o Grupo Desportivo Diana de Évora e me ter proporcionado jogar torneios de grande qualidade que valeu a minha evolução no Xadrez e por último ao Sporting Clube de Portugal pela confiança que tem depositado no meu trabalho!

Ao António Pereira dos Santos e ao Paulo Dias obrigado por me aturarem e ajudarem-me a evoluir, estão lá sempre para solucionar os meus problemas e dar apoio psicológico!

openportugal

 

PROVAS | Resultados

  • 2017/12/10 CirnC1718 - IV International Azores Chess Open Resultados
  • 2017/12/02 CirNSR1718 - 20º Torneio Aberto de Xadrez da Freguesia de Benfica Resultados
  • 2017/11/25 CirNSR1718- Xeques Tranquilos Resultados

Calendário 2016/2017 (Atualização 2017/10/16) Calendário

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