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27 Mar 2014
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entrevista nuno guerreiroA entrevista seguinte é com o Nuno Guerreiro, informático de profissão, é um dos jogadores portugueses mais ativos e com mostra de bons resultados nos últimos tempos. Jogador da ADRC Mata de Benfica, um dos clubes mais dinâmicos, tem atualmente 30 anos e continua a somar torneios e jogos em cima de jogos. Ainda nos últimos 12 meses fez nada mais nada menos que 105 partidas para ELO FIDE, ao que se soma 32 para ELO de Semi-Rápidas e 55 para elo de Rápidas! Vive o Xadrez como ninguém, presença assídua na equipa principal da ADRC Mata de Benfica que disputa a 1ª Divisão e também presença assídua em torneios no estrangeiro. Foi recentemente a Sevilha, Maiorca e agora está em grande atividade no Circuito Nacional de Lentas, indo já para o 2º torneio. Está num dos seus máximos de ELO, com 2178, com grandes perspectivas em continuar a subir (teve uma subida de quase 80 pontos no último ano). Vamos conhecê-lo um pouco melhor.



1. Como começaste a jogar xadrez? Como te iniciaste na modalidade federada?
R: Comecei a jogar com 10-11 anos, na escola onde fiz o "ciclo"- Escola Dr. Joaquim Magalhães (Faro). Esta escola tinha um núcleo muito ativo, de onde saíram vários campeões e/ou vice campeões nacionais de jovens (Ricardo Duarte, Paulo Gomes, Manuel Neves). O jogo cativou-me desde o inicio, onde "intervalo" após "intervalo", lutávamos por ganhar ao colega que aparecia, ou quando participávamos nas provas interescolares. Seguiram-se algumas aulas simples e daí até participar numa prova federada foi rápido. Participei no distrital de Sub12 (2º Ano), onde me apurei em 1º para jogar o Nacional de Jovens (Cavaquinhas). Queria aproveitar a oportunidade, para deixar um abraço aos que na minha juventude me cativaram para o xadrez:
- Ao professor Justino (o meu 1º professor de xadrez);
- Carlos Sousa, também professor e seccionista do clube da escola e posteriormente do xadrez do SFBenfica;
- Armando Lopes, presidente o NXFaro, com quem aprendi muito também;
- Antonio Frois, actualmente treinador e conselheiro. (Parabens pelo recém conquistado titulo europeu!)

2. O que pensas da realidade do xadrez hoje em dia?
R: Para responder a esta pergunta creio que devemos separar em varias perspetivas. Desta forma será mais fácil analisar a realidade:
- Xadrez Lúdico: estamos longe de chegar ás grandes massas, a sociedade atual defende o "resultado rápido"... e neste jogo os resultados não são rápidos, o que leva a pessoa media a rejeita-lo nos primeiros segundos... Apesar disso, acho que são de louvar as iniciativas dos clubes, federação e privados que ocorrem com mais ou menos regularidade pelo pais. No entanto, creio que os jogadores, devem contribuir mais quer falando, partilhando as boas experiências diretamente com os que desconhecem a modalidade, quer participando em provas locais.
- Formação: Ao nível básico, creio que está a ser feito um bom trabalho para a escala e dimensão da modalidade. Existem vários clubes, formadores e colégios que dão impulso à modalidade. No que toca à passagem para competição, aí acho que se tem de fazer muito mais. Habitualmente participando em torneios, creio que poderia haver uma franja regular de novos jogadores a experimentarem. Se não temos entradas, como podemos compensar as saídas?!.
- Competição: Em Lisboa, creio que posso afirmar que existe um quadro competitivo interessante até ao nível 2000. Existem torneios regulares de lentas e as provas de semi-rápidas também são abundantes, creio que aí é continuar o bom trabalho. No resto do País, creio que o cenário é menos positivo, tirando algumas exceções. Há poucos torneios.
- Alta competição: Creio que aqui está o "calcanhar de Aquiles", o xadrez de alta competição em Portugal é quase inexistente, creio que a única exceção é a participação em olimpíadas. De resto, temos poucos jogadores no "circuito internacional" e não são organizados torneios para que apareçam novos "mestres" (Torneios para norma de MI e GM - Como aconteceu nos anos 80...) Creio que só quando se definir um quadro da alta competição mais agressivo é que poderemos começar a ver os jovens a ponderarem profissionalizar-se... xadrezisticamente. Até lá, creio que vamos continuar a assistir ao mesmo cenário de amadorismo.

3. Qual foi o torneio que mais gostaste de participar? Qual foi o melhor resultado que conseguiste na tua carreira xadrezística?
R: Recentemente, gostei de participar numa sequencia de 3 torneios (Aberto/Norma GM/Norma MI), este "tour", permitiu jogar com jogadores mais fortes conhecer outras realidades, e apesar das derrotas, crescer e perceber mais do que é este jogo. Cappelle-La-Grande, è um torneio que gosto muito e tenho participado regularmente. É uma festa do xadrez muito interessante! (Queria aproveitar para deixar um abraço à familia Durão que com laços fortes com a organização permite ano após ano apoiar a participação um grupo de portugueses - em nome dos que já fizeram parte desse grupo - Obrigado!) Creio que melhor resultado foi a vitória no Open de Albufeira (Torneio de um dia de SR com vários GM's [http://peaodobrado.blog.com/2006/12/15/noticias-nuno-guerreiro-bateu-os-mestres-em-albufeira/] No entanto não posso deixar de falar na suada vitória no campeonato nacional Sub20 em Aveiro 2003. Recentemente em 2012/2013, o torneio de Elite da AXL.
Mais importante que as vitórias é ter o gosto em participar nos torneios e mesmo não atingindo os objetivos ter prazer em joga-los. Se todos os jogadores pensarem um pouco assim, poderemos ter mais "actividade"!

4. Quais são os seus hobbys para além do xadrez?
R: Gosto de futebol: desde jogar Futsal, ver os jogos da minha equipa e acompanhar o panorama nacional/internacional. Ver um bom filme nem que seja rever um clássico. Beber umas cervejas com os amigos. E porque não uns jogos de estratégia? Assumo que namorar não seja considerado hobby :) Angela: Obrigado pelo teu apoio e compreensão, sem ti era muito mais dificil.

5. Continuas muito ativo nas provas nacionais. Quais são os seus planos a médio/longo prazo no xadrez? Quais os principais objetivos para a época 2013/2014?
R: Concordo, tenho tido um percurso bastante ativo. Creio que fazer planos a médio longo prazo no xadrez pode ser uma armadilha. A auto-pressão pode ser dissuasora de bons resultados. O que posso afirmar é que quero continuar ativo e alcançar o titulo de mestre nacional, o resto, logo se vê. Especificamente para a época 2013/2014, espero obter alguns títulos regionais com o meu clube (ADRC Mata Benfica) , e claro, a atingir a manutenção na 1ª Divisão.

6. O xadrez é uma modalidade em que se assume várias funções. Em qual te vês mais ativo: jogador, treinador, dirigente?
R: Sim, concordo, somos uma comunidade pequena e existe uma tendência para que assumamos vários papeis. O papel que considero mais ativo é sem dúvida o de jogador. Relativamente ao de treinador apesar de não ser o mais importante, não deixo de aceitar alunos (aproveito a oportunidade para caso haja a algum interessado para contactar - via facebook). O papel de dirigente, já o tive, quando pelas piores razões (deixo um abraço ao meu amigo Armando Lopes) tive de assumir a liderança no NXFaro e também quando fui vogal da AXDFaro. Foram ótimas experiências, e o que posso dizer é que por agora, prefiro jogador / treinador.
O xadrez tem tido um papel muito importante nestes meus 30 anos, e queria deixar um abraço a todos com que tenho cruzado, e aos que deixaram as lides...deixar a mensagem: vão aparecendo!

À atual direção FPX, queria agradecer esta oportunidade para manifestar a minha opinião.

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  • 2017/10/08 CirNC III Torneio Internacional Cidade do Barreiro Resultados

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