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24 Fev 2014
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entrevista ivo diasO próximo entrevistado é o Ivo Dias, mais um produto da excelente escola de Vale S.Cosme - Didáxis. É um dos jovens mais talentosos portugueses, ainda no escalão de Sub-16, que tem mostrado uma progressão enorme nos últimos anos. Atualmente tem 1981 de ELO FIDE, a bom caminho de ultrapassar a barreia dos 2000. Só no último ano, subiu 117 pontos de ELO, sendo também um dos jogadores mais dedicados e ativos, fruto duma elevada participação em torneios de xadrez (foram nem mais nem menos que 88 partidas para ELO FIDE!). Foi uma das revelações da época passada, tendo conquistado um lugar nos 6 finalistas da 1ª edição do Circuito Nacional de Lentas, onde era o jogador mais jovem presente. Vamos conhecê-lo melhor.


1. Como começaste a jogar xadrez? Como te iniciaste na modalidade federada?
R: Comecei a jogar xadrez em 2005. O mestre Henrique Cardoso, que até então estava no Cavaquinhas, foi residir para o concelho de Nordeste em S. Miguel e apresentou um projeto para a prática do xadrez no primeiro ciclo ao meu pai, que era o diretor do Agrupamento de Escolas do concelho, e com o apoio da Câmara Municipal implementou a modalidade em todas as escolas do primeiro ciclo do concelho. Posso dizer que o mestre Henrique e o meu pai foram os grandes dinamizadores da modalidade em S. Miguel. Federou-se o clube e nessa época sagrei-me campeão distrital de sub 8 dos Açores e participei no meu primeiro nacional em Portimão, nas férias da Páscoa de 2006, onde alcancei o 11º lugar. Nesse ano os meus pais regressaram para Braga e filiei-me no NXVSC Didáxis, clube que represento há oito épocas.

2. O que pensas da realidade do xadrez hoje em dia?
R: Eu penso que o xadrez em Portugal não é levado muito a sério em comparação com outros desportos, o que leva a uma menor adesão e continuidade por parte dos jovens. Isto pode ser devido à falta de motivação mas, a meu ver, há falta de provas que levem à competitividade entre os jovens, ela é muito escassa. Se não há competitividade entre os jovens jogadores, estes acabam por pensar que o xadrez é uma simples brincadeira, um passatempo, sem nenhuma perspetiva de futuro, o que origina uma grande desistência na modalidade a partir de uma certa idade.

3. Qual foi o torneio que mais gostaste de participar? Qual foi o melhor resultado que conseguiste na tua carreira xadrezística?
R: Sem dúvida alguma a prova que mais me marcou foi o Campeonato da Europa da Bulgária em 2011, pois foi a primeira grande prova internacional que disputei, foi uma experiência única e que este ano vou repetir na Geórgia.
A nível de resultados penso que a minha maior referência, tenha sido a partida que empatei com o Grande Mestre Bogdan Lalic no III Torneio FIDE do Pombal/ADAC.

4. Quais são os seus hobbys para além do xadrez?
R: Além do xadrez, gosto bastante de ouvir música, de ver filmes e séries que me façam rir e desanuviar a mente e, por fim, mais importante gosto de passar grande parte do tempo com a minha família e amigos, pois são com eles que passo os melhores momentos da minha vida.

5. Quais são os seus planos a médio/longo prazo no xadrez?
R: Por norma sou uma pessoa de objetivos altos e, por isso, gostava de chegar, antes de terminar o ensino secundário, a Mestre FIDE e, se possível, aspirar a mais no xadrez. Quero continuar a representar o meu clube da melhor maneira possível e de agradecer a todos os que me apoiam e me ajudam nesta minha caminhada na modalidade.

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