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23 Dez 2012
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entrevista luis silvaaO recém Campeão Nacional de Semi-rápidas, Luís Silva, é um jogador jovem em clara ascensão no xadrez Nacional. Ao conquistar este título Nacional de Campeão de Semi-Rápidas, tornou-se o mais jovem atleta da história da FPX a conseguir tal feito, sucedendo assim ao GM António Fernandes que detinha este record desde 1986.
Na época passada, o Luís conseguiu conquistar o título de Campeão Nacional da Fase Preliminar, o que é um forte indício que cada vez mais este jovem está a evoluir na modalidade.
A nível distrital, domina claramente as provas realizadas pela Associação de Xadrez de Braga: foi o jogador mais jovem a conquistar a “tripla”: foi Campeão Distrital Absoluto, de Semi-Rápidas e Rápidas. Tem um elo de 2176 e joga pelo clube Núcleo de Xadrez de Vale de São Cosme Didáxis.


Pergunta 1: Como começaste a jogar xadrez, e como é que vieste parar ao xadrez Federado?

Luís Silva: Comecei a jogar xadrez no 5º ano de escolaridade, em Dezembro de 2005. Tive o primeiro contacto com a modalidade nessa altura com o xadrez devido a uma ação de promoção por parte do Professor Mário Oliveira na Escola Cooperativa São Cosme Didáxis. Esse dia foi bastante especial para mim, em que senti que este era um desporto que se adequava aos meus gostos: a competição e o facto de ser uma modalidade individual ser individual também me atraiu para o xadrez. Depois comecei a frequentar todos os encontros do núcleo, e nessa altura participava também nos torneios do desporto escolar. Passado uns tempos, federei-me pelo clube Núcleo de Xadrez Vale de São Cosme Didáxis, e comecei a participar em torneios federados. Mais tarde, comecei a querer evoluir mais e passei a ter aulas com o Professor António Caramez.

Pergunta 2: Quais são os teus métodos para evoluir no Xadrez? Quanto tempo dedicas a este desporto?

Luís Silva: Atualmente, estou a ter aulas com o Grande Mestre Kevin Spraggett, mas a maior parte do meu estudo é individual: sigo sempre os grandes torneios e analiso as partidas dos jogadores mais fortes, analiso também sempre as minhas partidas (e isso é o mais importante), leio livros e faço exercícios, principalmente táticos. Gosto muito de ver partidas comentadas, porque assim posso compreender todas as fases do jogo, que estão todas interligadas: a abertura, o meio-jogo e o final. O xadrez ocupa a maior parte do meu tempo livre, dedico cerca de 20 a 25 horas semanais ao estudo de xadrez.

Pergunta 3: Qual é a profissão que pretendes exercer? Alguma vez ponderaste ser profissional de Xadrez?

Luís Silva: Frequento o 12º ano e para o ano pretendo entrar em Medicina, para assim no futuro exercer a profissão de Médico, e para já está tudo a correr muito bem e tenho notas para o conseguir. Não ponderei ser profissional do Xadrez, pelo menos em Portugal, porque na minha opinião este é um desporto que não está integrado na sociedade portuguesa, o que torna difícil a sua profissionalização. Existem exemplos perto de nós, como é o caso de Espanha, em que já se torna rentável viver do Xadrez.

Pergunta 4: O que pensas do trabalho da Federação até agora?

Luís Silva: Na minha opinião, e sendo sincero, esta é a melhor direção da Federação desde que eu pratico esta modalidade. Gosto essencialmente do profissionalismo com que estão a ser tratados os assuntos, e os prémios que estão a ser dados nos torneios, que acho que são bastante apelativos. A distribuição dos torneios por todo o país também acho que é interessante, como foi o caso do Campeonato Nacional de Semi-Rápidas ter sido na Covilhã, pois leva a que a modalidade seja divulgada em regiões em que o xadrez não está tão desenvolvido – e no caso da Covilhã, este é uma região que está equidistante das nossas maiores cidades, Porto e Lisboa. Portugal é uma área muito grande e todas as pessoas tem direito a praticar este desporto, e torna-se importante a distribuição deste tipo de provas por toda a região nacional. De resto, o que não gostei tanto por parte da Federação foram as regras impostas sobre a participação nas Competições Internacionais, nomeadamente na participação nos mundiais de jovens (só o primeiro classificado poder participar nesta prova) porque o vencedor do nacional de Jovens pode não ser o jogador mais forte desse escalão, o que acaba por tornar este critério um pouco injusto.

Pergunta 5: Quais são os teus objetivos a curto, médio e longo prazo no xadrez?

Luís Silva: A curto prazo, tenho como objetivo ser campeão nacional sub-18 e chegar a mestre FIDE já em 2013. Como meta a médio prazo, gostaria de ser mestre internacional, apesar de não me interessar tanto o título em si, mas sim o nível xadrezístico que este representa. A longo prazo, tenho como sonho chegar ao topo do xadrez nacional e participar numa Olimpíada, porque para além de representar o nosso país, poderia ter a oportunidade de conhecer os grandes jogadores deste desporto.

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  • 2017/10/08 CirNC III Torneio Internacional Cidade do Barreiro Resultados

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