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28 Nov 2017
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Madalena Oliveira é Xadrezista e recentemente a nova presidente da secção de Xadrez da Associação Académica de Coimbra, a FPX fez-lhe algumas perguntas...entrevista-madalena-oliveira

1. Como foi o teu primeiro contacto com o xadrez? Quem te levou a praticar o xadrez federado?

R: Tive o meu primeiro contacto com o xadrez na minha escola primária, estava no 4º ano. A AAC foi fazer uma demonstração e a mim não me agradava a ideia de participar. Os meus pais é que, levados pelo meu irmão, inscreveram-me. Claro que gostei imenso e daí passei para o clube em que hoje, passados dez anos, ainda estou. Há que salvaguardar que aqui houve uma pessoa que teve imensa influência: o Bruno Pais; foi ele que me levou a mim e na altura a muitas outras crianças para a AAC e que tem tido um papel determinante nas camadas jovens do nosso clube.

2. Participaste em alguns campeonatos nacionais de jovens, que memórias levas desses tempos?

R: São memórias de muita diversão e convívio, era sempre a semana mais importante do ano relativamente ao xadrez. Como era passada fora de casa, quase sem pais e apenas com a equipa e o treinador, era dotada de um ambiente muito próprio e de um espírito de um por todos inerente. Recordo-me que tínhamos sempre “reuniões” antes dos jogos e estávamos sempre a par do percurso uns dos outros, algo muito importante para a nossa formação.

3. Recentemente assumiste o cargo de presidente da secção de Xadrez da AAC, quais são os desafios para o teu mandato?

R: Há um desafio que é central: a subida à primeira divisão; infelizmente na época passada descemos à segunda divisão mas acredito que este ano vamos conseguir reunir as forças necessárias para regressarmos a este patamar. Há também outros objetivos paralelos, tais como um maior apoio aos atletas em competições, uma maior dinamização do nosso espaço do edifício da AAC, um maior conhecimento entre todos os jogadores do nosso clube, dado termos idades dos 8 aos 80, entre outros.

4. Sendo a primeira mulher a assumir este cargo na história da secção de xadrez da AAC achas que o xadrez está a mudar a mentalidade visto ser um desporto maioritariamente masculino?

R: Creio que é um processo lento, mas a realidade com que contacto é que sim. Falando a nível interno, este ano temos a direção com mais membros ativos femininos. Também nas camadas jovens há cada vez mais meninas a quererem aprender xadrez e nos últimos anos o nosso clube tem tido uma adesão feminina bem maior que, por exemplo, há dez anos atrás.

5. O Open da Queima das Fitas é uma das provas com mais prestígio no Xadrez Nacional; que novidades preparam para este novo ano que se avizinha?

R: Esta é uma prova que nos dá muito gosto organizar. Prometemos continuar a dedicar-nos ao máximo, mas os moldes serão parecidos aos das edições anteriores. Sendo esta uma fórmula que tem dado bons frutos, procuramos inovar em pequenos detalhes que ano após ano façam este torneio evoluir, proporcionando aos participantes uma melhor experiência.

6. A AAC após 17 anos na primeira divisão nacional está agora na segunda, que aposta fazem nesta competição?

R: O ano passado tivemos a infelicidade de descermos de divisão. É algo que acreditamos ser importante e portanto empenhamo-nos para manter. Este ano não será exceção e estamos confiantes relativamente à subida, trazemos novas caras e o nosso objetivo é o 1º lugar na segunda, terceira e distritais, para que isto não passe de um acidente de percurso.

7. Sendo tu uma estudante de Arquitetura achas que o Xadrez te ajuda nalguma forma na tua criatividade?

R: O xadrez é algo que faz parte de há exatamente metade minha vida, ora como jogadora ora como dirigente da AAC. Ao mesmo tempo, muito do que fazemos em arquitetura é um reflexo das vivências pessoais de cada um e, no meu caso, o xadrez tem uma grande influência nelas. O xadrez abriu-me os horizontes em relação a muitas coisas: tanto no tabuleiro como a nível de experiência pessoal na interação com os outros e isso tem obrigatoriamente reflexos na arquitetura.

8. Como vês o estado do Xadrez na Atualidade?

R: Penso que é muito importante que a modalidade seja cada vez mais promovida e acredito que tal esteja a acontecer, por exemplo, com o longo trabalho que tem sido desenvolvido no Desporto Escolar. Há já imensos jovens que começam a conhecer o mundo do xadrez para lá de casa e a perceber que esta é uma modalidade competitiva. O dinamismo só traz coisas boas e hoje em dia é necessário reinventar e ter imaginação na forma como se dá a conhecer o xadrez aos mais pequenos, pois temos como concorrência o mundo digital que é muito direto e cheio de ação. Acredito que Portugal está no bom caminho há já longos anos.

 

 

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PROVAS | Resultados

  • 2017/12/10 CirnC1718 - IV International Azores Chess Open Resultados
  • 2017/12/02 CirNSR1718 - 20º Torneio Aberto de Xadrez da Freguesia de Benfica Resultados
  • 2017/11/25 CirNSR1718- Xeques Tranquilos Resultados

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