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18 Out 2012
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entrevista ines santosA próxima escolhida para as pequenas entrevistas foi a vice-campeã Nacional Absoluta de Sub-16, e correspondente Campeã Feminina Sub-16 Inês Lima Santos, que irá representar o nosso País no Campeonato Mundial de Jovens na Eslovénia. A Inês tem vindo a evoluir bastante ao longo dos anos, e destaca-se por ser uma jogadora bastante activa. Joga pelo Clube AX António Mamede Diogo, e tem um elo de 1734.



Pergunta 1: Como é que te iniciaste nesta modalidade? Quem te ensinou a jogar?

Inês Lima Santos: Foi o meu pai quem me ensinou a jogar ao mesmo tempo que ensinou ao meu irmão Hugo. No início, para dizer a verdade, não me senti muito atraída, mas acabei por lhe ganhar o gosto e quando tinha 11 anos iniciei a prática federada pelo distrito de Leiria, na secção de xadrez da Associação de Educação Física Cultural e Recreativa Penichense, cujos mentores e fundadores foram o meu pai e o nosso saudoso Mestre António Mamede Diogo que agora dá o nome à nossa Academia de Xadrez.

Pergunta 2: Quais são as tuas expectativas para o Mundial?
Inês Lima Santos: Este é o meu segundo campeonato do mundo e, por isso, sei que o grau de exigência destas competições internacionais é maior daquele a que estamos habituados no nosso país. Gostava de responder de forma diferente mas é difícil assumir expetativas elevadas, pois as tarefas escolares não são fáceis de conciliar com a prática do xadrez de alta competição. Por exemplo, como a participação no mundial não acontece no tempo de férias escolares, tive de solicitar um plano de estudos alternativo (mais exigente) na minha escola. Por outro lado, acho importante que se continuem a apoiar o xadrez jovem e a realizar estágios para jogadores da seleção nacional jovem.
Portanto, resta-me aproveitar o convívio, aprender mais xadrez com jogadoras mais cotadas e experientes e com os treinadores que nos vão acompanhar e, como é óbvio, dar o meu melhor e tentar conseguir ficar na primeira metade da classificação… no fundo desejo representar dignamente o nosso país.
Pergunta 3: Achas que existe alguma discriminação no mundo do xadrez relativamente às jogadoras femininas? Costumas sentir isso nos torneios de xadrez em Portugal?
Inês Lima Santos: Acho que sim, porque nos torneios são atribuídos prémios femininos; mas eu entendo essa discriminação de uma forma positiva, pois acho que procura incentivar a participação das meninas mais jovens, que à medida que se tornam mulheres vão desistindo da prática do xadrez de competição. Por outro lado, fica sempre a ideia da vida facilitada para as mulheres.
Custumo sentir esta discriminação nos torneios, pois apesar de lutar sempre pelos prémios absolutos já conquistei muitos prémios femininos.

Pergunta 4: Em que ano estás? Quais são as tuas perspetivas para o futuro a nível profissional?
Inês Lima Santos: Frequento o 10.º ano. As minhas perspetivas para o futuro passam por estudar e adquirir competências na área da gestão turística e hoteleira e ter uma profissão nessa área.

Pergunta 5: Até onde pretendes chegar no Xadrez? (Objetivos a curto/médio prazo)
Inês Lima Santos: Desde que estou no xadrez, mesmo sem treinador há três anos, conquistei títulos absolutos e femininos a nível distrital e nacional. Por isso, a curto prazo gostaria de conquistar o título de campeã nacional absoluta num escalão jovem, pois atualmente sou vice-campeã nacional de Sub-16. A médio prazo, quero subir o meu ELO FIDE, chegar à seleção nacional feminina e obter o título de Mestre Feminina.

 

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